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Linfoma não Hodgkin

Qual a função do sistema linfático?
O sistema linfático consiste em pequenos vasos que percorrem todas as partes do corpo, carregando a linfa, um líquido claro que contém os linfócitos (células brancas do sangue) responsáveis por combater infecções e doenças. A linfa é coletada nos linfonodos. Como os linfonodos e os vasos linfáticos são encontrados em praticamente todas as partes do corpo, o linfoma pode começar e acometer quase todos os lugares do organismo.

O que é?
Linfoma não Hodgkin é uma neoplasia do sistema linfático, na qual as células linfáticas começam a se modificar, multiplicando-se sem controle e formando tumores. O linfoma não Hodgkin pode ser indolente ou apresentar crescimento lento, pode ser agressivo ou de crescimento rápido, ou pode possuir características de ambos os tipos. O linfoma de células B é o tipo mais comum e o linfoma de células T, o menos comum. Devido à existência de vários tipos e subtipos de linfoma, é muito importante saber o diagnóstico correto.

Incidência
A incidência do linfoma não Hodgkin aumenta progressivamente com a idade. Em torno de quatro casos a cada 100 mil indivíduos ocorrem na faixa dos 20 anos. A taxa de incidência aumenta até dez vezes, passando para 40 casos a cada 100 mil indivíduos com 60 anos, e mais de 20 vezes, chegando a 80 casos a cada 100 mil indivíduos após os 75 anos.

Fatores de risco
Pessoas infectadas pelos vírus HIV, Epstein-Barr, HTLV1 e pela bactéria Helicobacter Pylori, que causa úlceras gástricas, apresentam maior risco de desenvolver linfoma. A exposição à componentes químicos de herbicidas e pesticidas também está associada a sua ocorrência, assim como a exposição à radiação.

Sintomas
Os sintomas mais comuns do linfoma não Hodgkin são o aumento do tamanho dos linfonodos do corpo, sobretudo em locais como axilas, pescoço e região inguinal. E, ainda, a presença de sudorese excessiva à noite, febre, perda de peso súbita e prurido (coceira na pele).

O que significa estadiamento?
O estadiamento é a forma de descrever o câncer, informando se este está restrito a um local específico, se se disseminou para outros locais e se está afetando a função de outros órgãos do corpo. Existem quatro estágios para o linfoma não Hodgkin. A escala denominada Índice Prognóstico Internacional (IPI) é utilizada para ajudar a prever seu prognóstico e selecionar o tratamento mais adequado.

Tratamento
O tratamento depende do tipo do linfoma, do estágio e do estado de saúde geral dao paciente. Em pacientes idosos, com linfoma indolente e sem qualquer sintoma da doença, pode estar indicado um acompanhamento rigoroso sem que seja iniciado tratamento imediato, salvo em progressão de doença e início de sintomas. A quimioterapia é, na maioria das vezes, o tratamento primário da doença. A radioterapia pode algumas vezes ser empregada após ou durante a quimioterapia em pacientes com doença em estágio inicial ou que apresentem linfonodos muito aumentados. Um anticorpo monoclonal (Rituximab) é empregado no tratamento de muitos linfomas não Hodgkin CE células B e, em conjunto com a quimioterapia, representa um dos grandes avanços no tratamento. Em alguns pacientes, utiliza-se a quimioterapia em altas doses, com resgate de células-tronco, também chamada Transplante Autólogo de Medula Óssea. Os efeitos colaterais do tratamento podem ser prevenidos ou manejados por seu oncologista, com a ajuda de sua equipe médica.