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Fertilidade masculina no tratamento contra o câncer: por que eu devo me informar?

Em 12/07/2016 às 10:00 - Por Radioterapia Mater Dei

Os cânceres urológicos podem prejudicar a fertilidade masculina e o tratamento aplicado no combate à doença também pode afetar a saúde reprodutiva do paciente. A Radioterapia Mater Dei oferece tratamentos em Uro-oncologia e sabe que é importante para um homem, que inicia tratamento oncológico, se informar sobre o assunto. Ele precisa ter em mente como seu sonho de ser pai e constituir uma família pode ser afetado, caso não tome as devidas precauções.

Felizmente, com o avanço da medicina é possível lidar com mais tranquilidade nas incertezas relacionadas aos riscos colaterais do câncer. No caso da fertilidade masculina, o oncologista pode indicar ao paciente a criopreservação de esperma antes do início do tratamento. Essa opção permite que o esperma seja congelado em um banco de sêmen e armazenado para uso posterior. Assim, caso o indivíduo perca sua capacidade de produzir espermatozoides, ele poderá utilizar técnicas de reprodução assistida no futuro.

A coleta de esperma dura em torno de duas semanas e deve ser feita antes mesmo de iniciar a terapia de combate à doença. Em situações emergentes, é possível fazer ajustes, dependendo da condição e necessidade de rapidez no tratamento. Já durante o tratamento de radioterapia, é de essencial importância a proteção testicular (blindagem testicular). Em alguns casos, o médico irá colocar escudos na região pélvica do paciente para proteger contra os efeitos da radiação.

Ficou com dúvidas sobre o processo de criopreservação? Confira as respostas de perguntas mais frequentes:

Como os tratamentos oncológicos mais comuns podem afetar minha fertilidade?

Os tratamentos não tornam, necessariamente, um paciente infértil, mas podem causar danos celulares, diminuição temporária (ou extinção) de espermatozoides, entre outros efeitos colaterais. É dever do oncologista discutir com seu paciente os riscos que ele corre e indicar as melhores estratégias para minimizar as chances de infertilidade. Em último caso, ele deve orientar o paciente sobre como se resguardar, caso se torne infértil.

A radioterapia pode diminuir a produção de espermatozoides quando o tratamento foca o corpo todo, os testículos ou certas áreas da pélvis. Já a quimioterapia pode diminuir ou interromper a produção de espermatozoides. A terapia hormonal para tratamento de câncer de próstata também pode causar danos na produção de espermatozoides. Além disso, algumas terapias hormonais podem diminuir ou interromper a produção de testosterona, o que ocasiona a baixa de espermatozoides.

Como funciona o processo de criopreservação?

Em resumo, o paciente colhe em média três amostras de esperma. Após algumas técnicas para o congelamento, os espermatozoides são colocados em uma solução crioprotetora e mantidos em uma temperatura de 196ºC negativos.

O congelamento de sêmen é um procedimento eficaz na preservação da fertilidade, caso eu não produza mais espermatozoides?

Sim. As taxas de sucesso de reprodução assistida, utilizando sêmen congelado de pacientes que tiveram câncer são as mesas em relação à população com infertilidade em geral. As taxas de gravidez por ciclo de tentativa giram em torno de 23 e 41%.

Corro o risco de ter filhos com malformação, devido ao processo de criopreservação?

Não. Existem dados confirmados indicando que a utilização de sêmen que sofreu congelamento não aumenta as chances de se gerar um filho com malformação. Assim, a incidência de malformações congênitas não é maior do que entre crianças concebidas por meio natural.

Por quanto tempo meu esperma pode permanecer congelado?

A 196ºC negativos, o esperma pode permanecer por até 50 anos, mas isso pode variar de acordo com a qualidade seminal e da análise feita no momento de congelamento.

Quais são minhas opções para ser pai, caso não faça a criopreservação e perca minha fertilidade?

Você pode optar por inseminação, utilizando esperma de um doador. Existem bancos especializados para isso. A adoção também pode ser considerada.

Congelar meu sêmen vai custar muito caro?

Os preços podem variar de uma clínica para outra, mas em geral, entre os procedimentos de análise, processamento e congelamento é possível que um paciente pague entre dois e três mil reais, dependendo de sua cidade. Ainda existem os valores de manutenção, que são cobrados semestralmente, ou anualmente, de acordo com a clínica. Na rede pública de saúde é possível conseguir auxílio em algumas instituições universitárias que atendem pacientes do SUS, como o Centro de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A clínica oferece aos pacientes que vão se submeter a tratamentos oncológicos a possibilidade de criopreservação de sêmen e de óvulos.

Converse com seu médico e peça indicações de clínicas e profissionais da área. Ele será a melhor pessoa para te orientar!

Como utilizar o sêmen no futuro?

Após passar pelo processo de descongelamento, ele será colocado direto no útero da parceira, no período da ovulação, por meio de inseminação.

Quer saber como minimizar os efeitos colaterais da radioterapia? Leia mais aqui:

Dicas para lidar com os efeitos colaterais da Radioterapia – Parte I

Dicas para lidar com os efeitos colaterais da Radioterapia – Parte II

Para outras informações sobre o tema e tratamentos, acesse: www.radioterapiamaterdei.com.br.

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