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Dicas para lidar com os efeitos colaterais da Radioterapia – Parte I

Em 25/05/2016 às 16:23 - Por Radioterapia Mater Dei

Para algumas pessoas, a radioterapia não provoca efeitos secundários, mas para outras os efeitos desagradáveis aparecem na segunda ou terceira semana de tratamento. Os estudos e avanços tecnológicos cooperaram para que os tratamentos radioterápicos se tornassem mais precisos e, em consequência, menos dolorosos. Com a eficácia dos tratamentos, os efeitos colaterais também diminuíram, sendo basicamente locais, ou seja, normalmente aparecem apenas no órgão que precisa ser tratado.

Em todos os casos, o ideal e ter um acompanhamento personalizado, já que cada organismo é único. Os efeitos colaterais devem ser tratados com  orientação, disciplina e uma boa dose de otimismo.

Por isso, a Radioterapia Mater Dei listou algumas dicas para lidar com os efeitos mais comuns do tratamento radioterápico e, assim, concluir mais essa fase com sucesso!

1 – Astenia, fadiga, falta de ânimo
Este é um dos efeitos mais comuns, não só do tratamento radioterápico, mas que pode acometer qualquer pessoa que precise se submeter a procedimentos médicos. A moleza no corpo, falta de energia e a vontade de não sair da cama podem parecer inofensivas, mas acredite, pode ser muito perigosa, pois não permite que você faça as coisas de que mais gosta! Isso é um erro, porque a vida é vivida todos os dias e você precisa se esforçar para realizar as atividades que te tragam prazer, como ler seu jornal, tirar fotos de lugares legais, brincar ou caminhar com seu bichinho de estimação ou simplesmente assistir à TV.

Para te ajudar na missão de sair da cama, lembre-se de manter uma alimentação bem equilibrada, boa hidratação e hábitos de vida saudáveis. Uma atividade física leve, levando em conta suas orientações médicas, e uma boa dose de boa vontade também são bem-vindas!

2 – Alterações alimentares, enjoo e problemas intestinais
Esta parte é tão importante que poderíamos dedicar um post inteirinho só pra ela! Ah, como você precisa ter a consciência para uma boa alimentação (ainda mais, se já tinha) neste momento! Lembra daquele ditado antigo que diz: “me diz o que você come e te direi quem é”?, pois é, é verídico! Sua alimentação diz muito sobre seu corpo, sua saúde e até sobre seu humor. Salvo casos, como alguns tipos de câncer de esôfago e intestino que precisam de orientações específicas, é preciso ter em mente que, mesmo tendo que lidar com alguma falta de apetite, seu corpo precisa ser bem abastecido para passar pelos momentos mais difíceis.

Por isso, opte por alimentos saudáveis e nutritivos como iogurte, vitamina de frutas ou pão com queijo, por exemplo. Pingar gotas de limão na língua antes de começar a comer ou mastigar pedacinhos de gelo também são boas estratégias que ajudam a abrir o apetite. Variar nos temperos, dentro de sua condição médica, fazendo uso de ervas aromáticas nas refeições também pode ajudar com o cardápio. E quem não gosta daquela comidinha cheirosa?

Bebidas alcoólicas? Nem pensar! Elas irritam seu organismo e potencializam alguns efeitos adversos do tratamento, além de prejudicar sua hidratação. Troque a cervejinha das reuniões por sucos naturais, a caipirinha das festas por ponche de frutas (sem álcool, é claro) e o vinho do encontros românticos por suco de uva.

O hábito de fumar também é muito prejudicial, para qualquer pessoa inclusive. Não se deve beber ou fumar durante os tratamentos. Pense neste momento de abstinência como uma fase de purificação para que seu organismo fique forte e saudável!

Outras dicas para ajudar sua alimentação:
– Manter o corpo bem hidratado: beber cerca de dois litros de água ou de chá por dia. Chupar uma balinha também pode ser útil para evitar a boca seca. Água de coco pode ser uma boa estratégia para repor os líquidos e sais minerais e o soro caseiro também é uma boa opção.

– Prefira alimentos moles como banana, melancia, purê de legumes, macarrão, mingau, ovos, pão branco, queijo, frango, peixe ou carne de vaca magra. Evite cítricos como abacaxi, laranja e alimentos muito salgados para não ferir a boca. Na lista dos alimentos que se deve evitar, estão as frituras, gorduras, brócolis, feijão, ervilha e couve-flor, além de pimenta e curry.

– Se tiver prisão de ventre, opte por alimentos ricos em fibras como pão integral, legumes, frutas e cereais. Exercícios físicos também melhoram o funcionamento intestinal. Uma valiosa aposta para “soltar” o intestino é tomar pela manhã um copo de iogurte natural batido com uma fatia de mamão. Lembre-se que os laxantes de farmácia só devem ser ingeridos sob orientação de seu médico!

– Se houver perda acentuada de peso, pode-se aumentar a ingestão de calorias com algumas táticas, como adicionar colheres de leite em pó ao copo de leite, creme de leite na gelatina, mel sobre as frutas ou granola no iogurte.

Observação: é importante que você se sinta confortável para se alimentar adequadamente. Se sentir alguma dificuldade, peça ajuda! A maioria dos centros de tratamento de câncer oferece também orientação nutricional para ajudar os pacientes a lidar com os efeitos colaterais dos tratamentos.