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Os Direitos do Paciente com Câncer – Cirurgia de reconstrução mamária

Em 13/09/2016 às 13:09 - Por Radioterapia Mater Dei

Buscando oferecer o melhor atendimento e tratamento contra o câncer, e promover a saúde e o bem-estar de seus pacientes, a Radioterapia Mater Dei disponibiliza mais um texto informativo sobre “Os Direitos do Paciente com Câncer”.

O tema da vez é a cirurgia de reconstrução mamária, assunto que permeia a vida de milhares de mulheres que precisaram retirar suas mamas em função de um tratamento oncológico. A maior parte delas teme o pós-operatório e se preocupam não só com a eficácia do tratamento no combate ao câncer de mama, mas também com sua aparência depois da cirurgia.

Mulheres que passam por esse tipo de tratamento podem sofrer abalos emocionais, ficar inseguras e ter sua confiança e autoestima abaladas. Nesses casos, a orientação é de extrema importância. É preciso que a mulher se veja em um momento de transição, no qual todos os cuidados estão voltados para a restauração da sua saúde. As dúvidas e incertezas podem ser levadas ao oncologista e, caso necessário, devem ser tratadas com auxílio psicológico.

No Brasil, há leis específicas que garantem o direito à cirurgia de reconstrução mamária, seja por meio do Sistema Único de Saúde – SUS, ou planos e seguros privados de assistência à saúde, em caso de mutilação decorrente de tratamento de câncer.

Confira as principais dúvidas sobre a cirurgia de reconstrução mamária:

Como funciona uma cirurgia de reconstrução mamária?

Toda mulher que sofrer a retirada total ou parcial de suas mamas em função de tratamento oncológico tem direito à cirurgia plástica reparadora. Tanto o Sistema Único de Saúde – SUS, quanto os planos de saúde privados são obrigados por lei a fazer a cirurgia de reconstrução.

A quadrantectomia e mastectomia – tipos de cirurgia das mamas – causam alterações não só na anatomia do órgão, mas implicações emocionais, funcionais e psicológicas nas pacientes. Por isso, os danos devem ser amenizados por meio da reconstrução – que só será descartada caso a paciente não apresente condições clínicas ou manifeste sua vontade contrária. No entanto, a cirurgia de função estética nunca deverá prejudicar o componente oncológico do tratamento.

A reconstrução pode ser feita com tecidos da região toracolateral ou toracoabdominal, ou das musculaturas reto abdominal ou grande dorsal. Em alguns casos, utiliza-se próteses de silicone ou “expansores” – que têm a função de expandir a pele da área operada para que venha a receber uma prótese posteriormente.

Quando poderei fazer a cirurgia de reconstrução?

Fornecer a cirurgia reconstrutora de mamas para pacientes com câncer já é uma obrigação das operadoras de saúde e do SUS há mais de uma década, mas foi em 2013 que a lei estabeleceu um senso de urgência para a questão. Atualmente, a mulher que precisar passar por uma mastectomia e estiver em boas condições clínicas poderá fazer a reconstrução mamária no mesmo ato cirúrgico de retirada.

Quando a reconstrução é feita no mesmo ato da operação de retirada, é provável que a paciente precise passar por mais uma cirurgia de correção. Isso porque a assimetria entre a mama afetada pelo câncer e a mama saudável pode ser ficar prejudicada. Neste caso, a mulher ainda tem direito à cirurgia corretiva e poderá operar também a mama saudável para manter a proporção estética entre os seios.

Como proceder se meus direitos forem desrespeitados?

Conforme explica a advogada Isabela Enoque “tanto a União como Estados e Municípios têm o dever na promoção, prevenção e recuperação da saúde dos cidadãos. Quando o Sistema Único de Saúde – SUS, ou os planos privados negam ou criam obstáculos para cumprir suas obrigações, é direito do portador acionar a justiça, por intermédio de seu advogado, seja ele público ou particular para garantir o cumprimento de seus direitos”, afirma.

A radioterapia no tratamento do câncer de mama

Normalmente, a radioterapia é administrada após a cirurgia (ou após a quimioterapia), na região da mama para eliminar células malignas que possam ter permanecido na região próxima ao tumor. O tratamento utiliza radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento de células anormais no organismo.

A radioterapia externa ou convencional é um tipos mais utilizados no tratamento do câncer de mama. Ela é feita por meio da administração de doses fracionadas de irradiação no órgão tratado. Dependendo da prescrição médica, as doses podem ser diárias – geralmente em um total de 35 sessões – e o tratamento é indolor, durando apenas pouco minutos no dia.

Outra forma de administrar a radioterapia, chamada de braquiterapia ou radioterapia interna, consiste na inserção do material radioativo dentro ou próximo do órgão tratado. No combate ao câncer de mama, a administração pode ser intracavitária – para acelerar a irradiação parcial da mama.

Gostaria de saber mais? Leia o texto “Os Direitos do Paciente com Câncer – previdência, auxílio doença, aposentadoria, trabalho e educação”. Acesse o site da Radioterapia Mater Dei, informe-se sobre dicas de saúde, tratamentos e prevenção de doenças! Acompanhe também o Facebook, Instagram e assine nosso canal no Youtube.